Custos
do estoque
10.
O valor de custo do estoque deve incluir todos os custos de
aquisição e de transformação, bem como outros custos incorridos
para trazer os estoques à sua condição e localização atuais.
Custos
de aquisição
11.
O custo de aquisição dos estoques compreende o preço de compra,
os impostos de importação e outros tributos, bem como os custos de
transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à
aquisição de produtos acabados, materiais e serviços. Descontos
comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser
deduzidos na determinação do custo de aquisição.
11.
O custo de aquisição dos estoques compreende o preço de compra,
os impostos de importação e outros tributos (exceto os recuperáveis
perante o fisco), bem como os custos de transporte, seguro, manuseio
e outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos
acabados, materiais e serviços. Descontos comerciais, abatimentos e
outros itens semelhantes devem ser deduzidos na determinação do
custo de aquisição. (Redação
dada pela Resolução CFC nº. 1.273/10)
Custos
de transformação
12.
Os custos de transformação de estoques incluem os custos
diretamente relacionados com as unidades produzidas ou com as linhas
de produção, como pode ser o caso da mão-de-obra direta. Também
incluem a alocação sistemática de custos indiretos de produção,
fixos e variáveis, que sejam incorridos para transformar os
materiais em produtos acabados. Os custos indiretos de produção
fixos são aqueles que permanecem relativamente constantes
independentemente do volume de produção, tais como a depreciação
e a manutenção de edifícios e instalações fabris, máquinas e
equipamentos e os custos de administração da fábrica. Os custos
indiretos de produção variáveis são aqueles que variam
diretamente, ou quase diretamente, com o volume de produção, tais
como materiais indiretos e certos tipos de mão-de-obra indireta.
12.
Os custos de transformação de estoques incluem os custos
diretamente relacionados com as unidades produzidas ou com as linhas
de produção, como pode ser o caso da mão de obra direta. Também
incluem a alocação sistemática de custos indiretos de produção,
fixos e variáveis, que sejam incorridos para transformar os
materiais em produtos acabados. Os custos indiretos de produção
fixos são aqueles que permanecem relativamente constantes
independentemente do volume de produção, tais como a depreciação
e a manutenção de edifícios e instalações fabris, máquinas,
equipamentos e ativos de direito de uso utilizados no processo de
produção e o custo de gestão e de
administração
da fábrica. Os custos indiretos de produção variáveis são
aqueles que variam diretamente, ou quase diretamente, com o volume de
produção, tais como materiais indiretos e certos tipos de mão de
obra indireta. (Alterado
pela Revisão NBC 01)
13.
A alocação de custos fixos indiretos de fabricação às unidades
produzidas deve ser baseada na capacidade normal de produção. A
capacidade normal é a produção média que se espera atingir ao
longo de vários períodos em circunstâncias normais; com isso,
leva-se em consideração, para a determinação dessa capacidade
normal, a parcela da capacidade total não-utilizada por causa de
manutenção preventiva, de férias coletivas e de outros eventos
semelhantes considerados normais para a entidade. O nível real de
produção pode ser usado se aproximar-se da capacidade normal. Como
consequência, o valor do custo fixo alocado a cada unidade produzida
não pode ser aumentado por causa de um baixo volume de produção ou
ociosidade. Os custos fixos não alocados aos produtos devem ser
reconhecidos diretamente como despesa no período em que são
incorridos. Em períodos de anormal alto volume de produção, o
montante de custo fixo alocado a cada unidade produzida deve ser
diminuído, de maneira que os estoques não são mensurados acima do
custo. Os custos indiretos de produção variáveis devem ser
alocados a cada unidade produzida com base no uso real dos insumos
variáveis de produção, ou seja, na capacidade real utilizada.
14.
Um processo de produção pode resultar em mais de um produto
fabricado simultaneamente. Este é, por exemplo, o caso quando se
fabricam produtos em conjunto ou quando há um produto principal e um
ou mais subprodutos. Quando os custos de transformação de cada
produto não são separadamente identificáveis, eles devem ser
atribuídos aos produtos em base racional e consistente. Essa
alocação pode ser baseada, por exemplo, no valor relativo da
receita de venda de cada produto, seja na fase do processo de
produção em que os produtos se tornam separadamente identificáveis,
seja no final da produção, conforme o caso. A maior parte dos
subprodutos, em razão de sua natureza, geralmente é imaterial.
Quando for esse o caso, eles são muitas vezes mensurados pelo valor
realizável líquido e este valor é deduzido do custo do produto
principal. Como resultado, o valor contábil do produto principal não
deve ser materialmente diferente do seu custo.
Outros
custos
15.
Outros custos que não de aquisição nem de transformação devem
ser incluídos nos custos dos estoques somente na medida em que sejam
incorridos para colocar os estoques no seu local e na sua condição
atuais. Por exemplo, pode ser apropriado incluir no custo dos
estoques gastos gerais que não sejam de produção ou os custos de
desenho de produtos para clientes específicos.
16.
Exemplos de itens não-incluídos no custo dos estoques e
reconhecidos como despesa do período em que são incorridos:
valor
anormal de desperdício de materiais, mão-de-obra ou outros insumos
de produção;
gastos
com armazenamento, a menos que sejam necessários ao processo
produtivo entre uma e outra fase de produção;
despesas
administrativas que não contribuem para trazer o estoque ao seu
local e condição atuais; e
despesas
de comercialização, incluindo a venda e a entrega dos bens e
serviços aos clientes.
17.
A NBC TG 20 - Custos de Empréstimos identifica as circunstâncias
específicas em que os encargos financeiros de empréstimos obtidos
são incluídos no custo do estoque.
18.
A entidade geralmente compra estoques com condição para pagamento
a prazo. A negociação pode efetivamente conter um elemento de
financiamento, como, por exemplo, uma diferença entre o preço de
aquisição em condição normal de pagamento e o valor pago; essa
diferença deve ser reconhecida como despesa de juros durante o
período do financiamento.
Custos
de estoque de prestador de serviços
19.
Na medida em que os prestadores de serviços tenham estoques de
serviços em andamento, devem mensurá-los pelos custos da sua
produção. Esses custos consistem principalmente em mão-de-obra e
outros custos com o pessoal diretamente envolvido na prestação dos
serviços, incluindo o pessoal de supervisão, o material utilizado e
os custos indiretos atribuíveis. Os salários e os outros gastos
relacionados com as vendas e com o pessoal geral administrativo não
devem ser incluídos no custo, mas reconhecidos como despesa do
período em que são incorridos. O custo dos estoques de prestador de
serviços não inclui as margens de lucro nem os gastos gerais
não-atribuíveis que são frequentemente incluídos nos preços
cobrados pelos prestadores de serviços.
(Eliminado
pela NBC TG 16 (R2))
Custo
do produto agrícola colhido proveniente de ativo biológico
20.
Segundo a NBC TG 29 – Ativo Biológico e Produto Agrícola, os
estoques que compreendam o produto agrícola que a entidade tenha
colhido, proveniente dos seus ativos biológicos, devem ser
mensurados no reconhecimento inicial pelo seu valor justo deduzido
dos gastos estimados no ponto de venda no momento da colheita. Esse é
o custo dos estoques naquela data para aplicação desta Norma.
Outras
formas para mensuração do custo
21.
Outras formas para mensuração do custo de estoque, tais como o
custo-padrão ou o método de varejo, podem ser usadas por
conveniência se os resultados se aproximarem do custo. O
custo-padrão leva em consideração os níveis normais de utilização
dos materiais e bens de consumo, da mão-de-obra e da eficiência na
utilização da capacidade produtiva. Ele deve ser regularmente
revisto à luz das condições correntes. As variações relevantes
do custo-padrão em relação ao custo devem ser alocadas nas contas
e nos períodos adequados de forma a se ter os estoques de volta a
seu custo.
22.
O método de varejo é muitas vezes usado no setor de varejo para
mensurar estoques de grande quantidade de itens que mudam
rapidamente, itens que têm margens semelhantes e para os quais não
é praticável usar outros métodos de custeio. O custo do estoque
deve ser determinado pela redução do seu preço de venda na
percentagem apropriada da margem bruta. A percentagem usada deve
levar em consideração o estoque que tenha tido seu preço de venda
reduzido abaixo do preço de venda original. É usada muitas vezes
uma percentagem média para cada departamento de varejo.