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124 entradas: IFRS, IAS, IFRIC, SIC, IFRS S e demais documentos de referência. Títulos originais, tema, situação, fonte e relação com o Brasil.
Abra o painel internacionalComo chegamos ao sistema atual?
O IASC, criado em 1973, deu origem às IAS e às interpretações SIC. Em 2001, a reestruturação instituiu o IASB: novas normas passaram a receber a sigla IFRS, enquanto IAS não substituídas continuaram no acervo. O ISSB, criado em 2021, ampliou a estrutura para divulgações de sustentabilidade.
| Período | Marco | Efeito |
|---|---|---|
| 1973 | Criação do IASC | Início da emissão das IAS; esforço internacional de harmonização. |
| 1973–2000 | IAS e SIC | Formação do núcleo histórico do padrão internacional. |
| 2001 | IASB assume o standard setting | Novas normas passam a ser IFRS; IAS existentes permanecem até serem alteradas/substituídas. |
| 2002–2005 | Adoção acelera globalmente | Regulamento europeu leva IFRS ao consolidado de listadas na UE a partir de 2005; Austrália e outras jurisdições também migram. |
| 2009 | IFRS for SMEs | IASB cria framework simplificado para entidades sem public accountability; terceira edição emitida em 2025, obrigatória a partir de 2027. |
| 2021 | Criação do ISSB | IFRS Foundation passa a abrigar dois boards independentes: IASB (contabilidade) e ISSB (sustentabilidade). |
| 2023 | IFRS S1 e IFRS S2 | Primeiros padrões globais de divulgação de sustentabilidade do ISSB, vigentes a partir de 2024. |
| 2024 | IFRS 18 e IFRS 19 | Novas normas contábeis com aplicação obrigatória a partir de 2027, salvo adoção antecipada. |
Quem faz o quê na Foundation?
A IFRS Foundation é uma organização sem fins lucrativos. A supervisão pública, os Trustees e os dois boards independentes compõem sua estrutura de governança. Cada órgão tem função própria; o board emite o padrão, mas sua força jurídica local depende da jurisdição.
| Camada | Órgão | Função |
|---|---|---|
| Supervisão pública | Monitoring Board | Grupo de autoridades de mercado de capitais que reforça accountability pública e supervisiona a atuação dos Trustees. |
| Governança | IFRS Foundation Trustees | Definem estratégia e governança, mantêm Constituição e Due Process Handbook, nomeiam membros dos boards/comitês e cuidam do financiamento. |
| Standard setting — contabilidade | IASB | Board independente responsável por IFRS Accounting Standards. |
| Standard setting — sustentabilidade | ISSB | Board independente responsável por IFRS Sustainability Disclosure Standards. |
| Interpretação | IFRS Interpretations Committee | Analisa questões de aplicação e desenvolve interpretações/agenda decisions dentro do devido processo. |
| Consulta | Advisory Council e grupos consultivos | Apoiam os boards e Trustees com perspectivas de investidores, preparadores, auditores, reguladores e outras partes interessadas. |
IASB e ISSB: funções complementares
IASB
Informação contábil
Desenvolve IFRS Accounting Standards. O acervo reúne IFRS, IAS ainda aplicáveis e interpretações IFRIC e SIC. IFRS for SMEs é um framework separado para entidades elegíveis sem public accountability.
IFRS e IASISSB
Informação de sustentabilidade
Desenvolve IFRS Sustainability Disclosure Standards. IFRS S1 e IFRS S2 tratam de riscos e oportunidades de sustentabilidade relevantes para investidores, com informações conectadas ao reporte financeiro.
IFRS S1 e S2Os campos são complementares. IFRS S não substitui as normas de reconhecimento e mensuração do IASB, e a adoção de IFRS contábeis não cria, por si, uma obrigação universal de reporte sob IFRS S.
Como uma norma é criada?
O devido processo combina pesquisa, consulta pública, deliberação e apoio à implementação. Nem todo projeto percorre todas as etapas, e uma proposta em consulta ainda não é uma norma emitida.
- Pesquisa e agenda
Problemas de informação e prioridades são analisados antes de definir o projeto.
- Consulta preliminar
Discussion Paper ou Request for Information podem ajudar a compreender alternativas.
- Exposure Draft
O texto proposto é exposto a comentários públicos.
- Participação e redeliberação
Cartas, outreach e reuniões informam a avaliação das alternativas.
- Emissão e transição
O board publica o padrão e define início de aplicação, transição e eventual adoção antecipada.
- Implementação e revisão
Materiais de apoio, interpretações e revisões pós-implementação ajudam a avaliar a aplicação.
O IFRS Interpretations Committee examina questões de aplicação. Uma agenda decision pode explicar a aplicação de requisitos existentes; não é uma nova IFRIC numerada nem deve ser confundida com um novo padrão.
Como o mundo recebe IFRS?
O padrão internacional chega às empresas por caminhos diferentes. As categorias abaixo são uma classificação didática dos mecanismos de aplicação, e podem mudar conforme entidade, setor e tipo de demonstração.
| Relação com IFRS | Exemplos representativos | Leitura correta |
|---|---|---|
| Adoção direta / forte incorporação | África do Sul; Nigéria; Quênia; Chile; México (listadas não financeiras); Peru (listadas não financeiras); Emirados em mercados relevantes. | A norma internacional é exigida com poucas transformações para a população abrangida. |
| Endorsement antes de ter força local | União Europeia; Reino Unido; Canadá; Coreia do Sul; Arábia Saudita. | Nova IFRS precisa passar pelo mecanismo jurídico/normativo local. Pode existir defasagem temporal ou requisito adicional. |
| Normas locais equivalentes ao IFRS | Austrália (AASB); Nova Zelândia (NZ IFRS); Malásia (MFRS); Hong Kong (HKFRS); Singapura (SFRS(I)). | Texto local é desenhado para equivaler ou convergir fortemente com IFRS; a declaração de conformidade depende dos detalhes locais. |
| Convergência com diferenças | Brasil (CPC/BR GAAP, com diferenças locais pontuais); China (ASBE); Índia (Ind AS); Filipinas em situações regulatórias específicas. | A IFRS é a base técnica, mas o ordenamento local pode introduzir itens adicionais, carve-outs, carve-ins ou procedimentos locais. |
| Permissão / coexistência | Estados Unidos para Foreign Private Issuers; Japão para entidades elegíveis; Marrocos em consolidados de determinadas entidades. | IFRS não é o único framework, mas pode ser aceito em circunstâncias definidas. |
| Framework regional coexistente | OHADA/SYSCOHADA. | SYSCOHADA rege grande parte das entidades; IFRS entra, especialmente, em consolidados de entidades de mercado de capitais. |
O que significa declarar conformidade?
A declaração explícita e sem reservas de conformidade com IFRS Accounting Standards exige atender a todos os requisitos aplicáveis. Uma base inspirada em IFRS, uma tradução local ou uma norma endossada não autorizam essa declaração automaticamente.
A IFRS 19 reduz divulgações para subsidiárias elegíveis que optem por aplicá-la; não reduz, por isso, o conjunto de requisitos de reconhecimento, mensuração e apresentação das demais IFRS. IFRS for SMEs é outro framework, com critérios e conteúdo próprios.
IFRS 18 e IFRS 19 têm início de aplicação em 2027, salvo adoção antecipada e as condições de cada norma. IFRS 20 foi emitida em 27/05/2026 e tem aplicação obrigatória em 2029, com adoção antecipada permitida. O endosso e o alcance local precisam ser verificados.
Como a referência chega ao Brasil?
O IASB e o ISSB emitem os padrões internacionais. No Brasil, CPC e CBPS desenvolvem os documentos técnicos correlatos, o CFC emite NBCs, e reguladores recepcionam exigências em suas competências. A emissão e a recepção podem ter versões e cronogramas diferentes.
Use a correlação como ponto de partida. Ela não afirma tradução literal, identidade de versão, alcance universal ou obrigação automática.
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