África · JURISDIÇÃO CONTÁBIL

A contabilidade
na OHADA.

SYSCOHADA · IFRS em determinados consolidados

IFRS + GAAP local ou regionalClassificação didática

Quem emite e quem exige?

Arquitetura contábil de OHADA
ElementoComo funciona
Framework principalSYSCOHADA · IFRS em determinados consolidados
Standard setterOrganisation pour l’Harmonisation en Afrique du Droit des Affaires (OHADA).
Reguladores e autoridadesAutoridades regionais, nacionais e reguladores de mercado dos países membros.
Relação com IFRSIFRS + GAAP local ou regional
Categorias didáticas do mapa; não são uma taxonomia jurídica oficial. O alcance depende da entidade, do tipo de demonstração, do setor e da versão local.

Quem aplica qual base?

SituaçãoLeitura do enquadramento
Mercado de capitais / entidades abrangidasDesde 2019, entidades listadas ou que fazem chamada pública de capital devem aplicar IFRS em demonstrações consolidadas, no escopo descrito pelo regime.
Outras entidades e finalidadesSYSCOHADA continua relevante nas contas individuais e em outras entidades. A organização reúne 17 países da África Ocidental e Central.

O que merece atenção?

O padrão regional e IFRS coexistem por finalidade de demonstração. Isso impede classificar toda a África francófona como uma única adoção direta de IFRS.

Quatro perguntas antes de escolher a norma
  1. Qual entidade e qual obrigação estão sendo analisadas?
  2. O relatório é consolidado, individual, estatutário ou setorial?
  3. A base é IFRS emitida pelo IASB, IFRS endossada ou norma nacional convergida?
  4. Qual versão foi incorporada e qual é a data de aplicação local?
  • OHADA reúne 17 países da África Ocidental e Central e representa um dos exemplos mais relevantes de GAAP supranacional fora da União Europeia.
  • Uma entidade pode, portanto, ter demonstrações individuais em SYSCOHADA e consolidadas em IFRS.
  • Essa coexistência explica por que não é correto tratar toda a África francófona simplesmente como “IFRS direta”.
Os 17 países membros da OHADA

Benin, Burkina Faso, Camarões, Chade, Comores, Congo, Costa do Marfim, Gabão, Guiné, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Mali, Níger, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Senegal e Togo.

Como isso aparece na prática?

EXEMPLO DIDÁTICO

Um grupo abrangido prepara contas individuais em SYSCOHADA e consolidadas em IFRS. A equipe mantém uma ponte documentada entre os dois conjuntos de critérios.

A situação ilustra a arquitetura; os requisitos da entidade concreta devem ser confirmados na norma e no ato local.

Como documentar essa análise?

Registre a entidade, o período, o tipo de demonstração, o supervisor, o framework e a versão. Identifique diferenças entre a base local e a base do pacote de consolidação; relacione cada ajuste à sua fonte e ao relatório de destino.

O que muda quando olhamos o Brasil?

OHADA é uma estrutura supranacional; CPC é um comitê técnico brasileiro. A coexistência SYSCOHADA/IFRS não deve ser confundida com equivalência integral de BR GAAP.

Para enquadrar uma entidade brasileira, examine também a finalidade societária, a recepção setorial, a camada fiscal e o setor público.

Abra a árvore de decisão brasileira

Fontes oficiais e aprofundamento

Consulta das referências oficiais registrada em 09/10/2026.

Perfil oficial: atualização em 23 January 2018. O perfil descreve o alcance da aplicação na jurisdição; confira também os atos e as versões aplicáveis à entidade e ao período.

Emissão internacional, adoção jurídica e início de aplicação são eventos distintos. Perfis de jurisdição têm datas próprias e não representam uma consolidação de todos os atos legais posteriores.